BLOG

Blog
  • Clínica do cuidar

A ODONTOLOGIA E O CORONAVÍRUS!


Vivemos em proporcionalidade e abrangência, a maior crise de saúde que o mundo já assistiu. Já somos quase 50 milhões de infectados e mais de 1,2 milhões de mortos. Números que criam uma mobilização universal pelo estancamento dessa doença. Todos os profissionais de saúde são mobilizados à urgência dos cuidados e prevenção da pandemia. Não é diferente para a Odontologia. No dia-a-dia, trabalhamos muito próximos da região do corpo, onde é a maior porta de entrada para microorganismos – a boca e o nariz. Portanto, se não houver cuidados, podemos ser contaminados ou contaminar os nossos pacientes e reforçar essa cadeia de infecção do coronavírus.

Há alguns anos, já trabalhamos com um arsenal de proteção, os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), mas a necessidade dos tempos atuais, nos chamam para outros importantes cuidados:

- Desde a entrada das pessoas no ambiente da Clínica, uso de máscaras, a limpeza dos pés em tapetes especiais com água sanitária, lavagem dos rostos e das mãos feitas pelos pacientes antes da consulta, uso do álcool em gel, aferição de temperatura, bochechos com antissépticos, ambiente arejado com janelas e portas abertas desde a sala de espera até os consultórios, distanciamento dos pacientes no momento de espera sem aglomeração, uso dos ‘face Shields’ (protetores faciais) pela equipe de atendimento, questionário de saúde a cada consulta e averiguação da oxigenação dos pacientes com o oxímetro são algumas possibilidades a mais na prevenção ao vírus, além, é claro, dos testes, que infelizmente são caros para a adoção no atendimento diário.

Esse vírus, por ser muito leve, fica suspenso no ar por muito tempo em ambientes fechados. Se uma pessoa contaminada falar ou espirrar nesses locais, dizem os cientistas, pode atingir uma distância de 2 metros – já falam em 5 metros – e não há como não contaminar outros indivíduos. Além de tudo isso acima, clama-se pelo bom senso, as pessoas que estiveram em contato com alguém contaminado ou se têm algum sintoma de gripe, que desmarquem a consulta clínica e façam o confinamento.

Impossível mensurar as perdas que tivemos nesse quase 1 ano de pandemia, no que diz respeito à economia e ao nosso bem maior, que é a vida. Só quem perdeu alguém próximo sente a dor que essa doença tem causado e não se sabe ainda o quanto esse vírus é mutante e o grau de agressividade possível em suas diversas formas de infecção. Seu tratamento ainda é controverso e a cura, infelizmente, está longe de vir. Porém, sabe-se com certeza que o protocolo de segurança de outras infecções virais são eficientes no seu combate.

​Temos que ser mais inteligentes que esse vírus e um cuidado com conhecimento, sensato, solidário e responsável, nos ajudará a vencer essa difícil batalha. Seguir recomendações dos cientistas, infectologistas e órgãos mundiais de saúde é a prudência que necessitamos até que tenhamos a tão esperada vacina.